sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

IV – História do Surgimento das Empresas

Já vimos a definição de empresa em post’s anteriores e entendemos que por trás de uma empresa há pessoas que lidam com recursos visando alcançar objetivos de auto sustentabilidade e de lucratividade, produzindo e comercializando bens ou serviços”. Diante do exposto podemos identificar o Administrador da empresa como sendo a pessoa que administra os recursos e, assim, conceituar Administração e Administrador. Antes mesmo de dar o primeiro conceito, precisamos, de forma objetiva, entender como se deu a história das Organizações, como ela influenciou as teorias da Administração e o papel do Administrador.


Chiavenato[1] divide a história das empresas em seis fases:

1)   Artesanal
Até a revolução industrial, ocorrida na Inglaterra, em 1778, a produção de bens era realizada em pequenas oficinas em casa e de maneira artesanal, sem o uso de técnicas apropriadas, com ferramentas toscas, onde o homem empregava a sua força e, de forma geral, não se seguia nenhum procedimento padrão para a produção. Isto quer dizer, por exemplo, que “duas” oficinas produziam um mesmo produto com métodos de fabricação diferentes e seus mestres de ofício eram os detentores do conhecimento de todo o processo de produção, passado de pai para filho. Predominavam ainda, nesse período, as granjas e a agricultura.

2) Industrialização
A Revolução Industrial marcou o início de uma nova era para as organizações ocorrendo a transição da fase artesanal para a industrialização com a mecanização das oficinas e da agricultura a partir da invenção da máquina a vapor por James Watt e do seu emprego como força motriz da produção. As oficinas, agora mecanizadas, transformaram-se em pequenas fábricas e usinas. A força do homem fora parcialmente substituída pela força da máquina. Com isso, tornou-se possível produzir em escala maior, proporcionando ganho de produtividade, com um certo grau de padronização dos produtos, melhorando, conseqüentemente, a qualidade, se comparado ao produto feito de forma artesanal. No entanto, começavam a surgir problemas decorrentes do deslocamento da mão-de-obra para as instalações fabris, da necessidade de formação de estoques de matérias-primas para a produção e da necessidade de conquista de mercados. Ainda nessa fase surgiram: a navegação a vapor, a locomotiva a vapor e as primeiras estradas de ferro de grande porte. O Ferro constituía-se o material básico industrial e o vapor uma fonte de energia.

3)   Desenvolvimento Industrial
Também conhecido como o período da Segunda Revolução Industrial, começa em 1860. O Aço substitui o Ferro como material básico da indústria e a eletricidade substitui o vapor como fonte de energia. Surgem o motor a explosão e, conseqüentemente, o automóvel e o avião, o telégrafo sem fio e grandes bancos e instituições financeiras. As empresas cresceram assustadoramente nesse período levando a administração a um processo de “burocratização”.

4)   Gigantismo Industrial
Ocorre entre as duas guerras mundiais, 1914 – 1945. As empresas crescem de tal forma que passaram a operar internacional e multinacionalmente. No início desse período, os investidores afortunados desfaziam-se de seus bens “apostando” no gigantismo industrial observado e investiam em ações de grandes empresas. Com a produção em alta e sem mercado consumidor suficiente, ocorreu uma “quebradeira” geral das empresas, refletindo na bolsa de valores de Nova York e, conseqüentemente, nos seus investidores. Esse fato ficou conhecido como “A grande depressão de 1929” ou “Crash de 1929”.

5)   Fase Moderna
Começa com o fim da Segunda Guerra Mundial, 1945. Foi o período marcado pelo desenvolvimento tecnológico com o surgimento do transistor e do circuito integrado, dentre outros, desencadeando em produtos mais sofisticados como a TV em cores, a calculadora eletrônica e o computador e também em processos mais desenvolvidos como a automação e a informatização. Surgem novos materiais industriais básicos como o plástico e o alumínio e novas fontes de energia são desenvolvidas, como a energia nuclear e a energia solar; ocorre a popularização dos automóveis e as empresas investem mais em Pesquisa e Desenvolvimento de produtos e processos voltados para uso comercial.

6) Globalização
         Fase posterior a 1980. De incertezas no ambiente externo à empresa e de acirrada concorrência. Ocorre a Revolução do Computador em que a máquina eletrônica substitui o cérebro humano.




[1] Chiavenato, Idalberto. Administração – Teoria Processo e Prática, 3ª edição, São Paulo: Makron Books, 2000

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Como as empresas devem motivar os profissionais

Motivação é um dos três pilares da função "Direção". Para dirigir as ações das pessoas nas Organizações são necessárias as habilidades de Liderança, Comunicação e Motivação.

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domingo, 23 de dezembro de 2012

III – Classificação das Organizações

Vamos abordar duas formas de Classificação das Organizações, a saber:

a) Quanto à formalidade das ações

A existência de regras e regulamentos na Organização dá formalidade a ela. A Organização é formal quando há um contrato ou estatuto que rege a ação da administração, quando há regras de conduta das pessoas, quando há organograma, estrutura hierárquica, descrição dos cargos, limites de poder e de autoridade, além de muitas outras formalidades que podem ser descritas. Agora, dentro da Organização formal pode-se instalar a organização informal, aquela que não é reconhecida formalmente, mas percebida e que pode afetar positiva ou negativamente as ações dos administradores nas Organizações. Essa Organização informal pode ser de grande valia se o líder souber tirar proveito dela. Posso falar desse assunto quando estiver postando algo sobre o terceiro elemento do Processo Administrativo, chamado “Direção”. No aspecto aqui tratado, a Organização pode ser classificada como formal e informal.

b) Quanto aos objetivos

Uma Organização pode ou não ser estruturada com objetivo de obtenção de lucro que, se bem empregado a conduzirá à auto sustentabilidade. O exemplo da Consertatudo Ltda[1] denota a existência de uma empresa, porque o que os sócios esperam é a independência financeira decorrente dos resultados positivos com a atividade, o lucro.

Não se caracteriza como empresa a Organização que não tenha objetivos lucrativos e, cujo sustento é garantido por doações ou contribuições, como sindicatos, associações de qualquer natureza e Igrejas, dentre outras Organizações.

2 - Empresa

Segundo Chiavenato, 2000[2], a Empresa é “todo empreendimento humano que procura reunir e integrar recursos humanos e não humanos no sentido de alcançar objetivos de auto sustentabilidade e de lucratividade, pela produção e comercialização de bens ou de serviços”.
Chiavenato deixa claro que para existência da empresa é imprescindível que se tenha pessoas deliberando na busca de maximizar os recursos, sejam eles, humanos e não humanos, de forma que se completem, visando o alcance dos objetivos. Vemos, portanto, a reunião de três fatores de produção essenciais:
a)   Natureza: de onde saem os recursos primários para transformação (produção);
b)   Capital: recursos não humanos, como o dinheiro ou equipamentos e serviços obtidos com a disponibilidade desses recursos;
c)   Trabalho: compreendido pela disponibilidade de recursos humanos, a mão-de-obra necessária à realização das suas atividades.



[1] Ver o post  I - ORGANIZAÇÕES
[2]  CHIAVENATO, I. Administração – teoria, processo e prática. São Paulo: Makron Books, 2000.

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I - Organizações

Muitos dos conceitos apresentados nas postagens do blog, incluindo esta edição, derivam das contribuições deixadas por estudiosos da administração em suas teorias que, sozinhas ou em conjunto, formaram o modelo de administração que é usado nas organizações empresariais ou não empresariais no mundo moderno. Então começaremos apresentando os conceitos e, nas edições seguintes, ao seu tempo, as teorias.

1 - As Organizações

Stoner, 1995,[1] define organização como sendo “duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de modo estruturado para alcançar um objetivo específico ou um conjunto de objetivos”.
São características da Organização:
a)   a presença de mais de uma pessoa;
b)   o envolvimento entre as pessoas;
c)   uma estrutura definida;
d)   definição de um ou mais objetivos.

Vamos fazer uma transposição dessas características para um pequeno estudo de caso.

A Consertatudo Ltda tem como objeto social a prestação de serviço de manutenção em eletroeletrônicos e a comercialização de componentes eletrônicos. É uma Organização que surgiu da idéia de um técnico em eletrônica de associar-se a outra pessoa com conhecimentos de Administração. Os sócios acreditavam que juntos poderiam conquistar a independência financeira sem ter que depender de intermediários entre eles e o usuário do serviço ou produto que eles estavam qualificados a oferecer. Fizerem uma pesquisa para conhecer o mercado, definiram o papel de cada um na Organização e decidiram alugar um imóvel numa avenida movimentada do centro da cidade, formalizar o negócio e iniciar as atividades. Obviamente que os papéis de cada sócio na Organização foram definidos em função da qualificação que cada um possuía, ou seja, o técnico cuidaria das questões técnicas e o outro sócio da Administração Geral.

No caso descrito acima, temos:
a)   a presença de duas pessoas;
b)   imbuídas de um mesmo propósito e trabalhando juntas;
c)   com uma estrutura organizacional se formando evidenciada pela definição dos papéis de cada um;
d)   cujo objetivo é a busca da independência financeira com a prestação de serviço de manutenção eletroeletrônica e a comercialização de componentes eletrônicos.

A Organização é dinâmica, é um organismo vivo que está em constante movimento; o seu sucesso é refletido na sociedade, logo, se ela cresce, deve ser reestruturada para continuar atendendo aos seus objetivos e aos objetivos sociais. Essa reestruturação se dá com a criação de cargos, acumulação de funções e delegação de poder e de autoridade, dentre outras ações administrativas. A recíproca também é verdadeira. Este assunto será tratado mais detalhadamente quando tivermos estudando o segundo elemento do Processo Administrativo, Organização, cujo sentido é diferente do até então apresentado.
Por enquanto é só. Ficamos por aqui. Abraços.



[1] STONER, J. F. Administração. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 1995.

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II - Razão da Existência das Organizações

As Organizações existem por diversas razões:

a)   Têm cunho social

Quando são estruturadas para atender uma demanda da sociedade. Uma Associação de Bairro pode ser um exemplo;

b)   Atendem a interesses materiais

Com o aumento de habilidades, a compressão do tempo e o acúmulo de Conhecimento. A sociedade formando a “Consertatudo Ltda”[1] possibilita:

1) que tanto o técnico quanto o Administrador aumentem suas habilidades na medida que aplicam, na prática, todos os conhecimentos adquiridos;

2) a compressão do tempo proporcionando adiantar um projeto de vida. Imaginemos um exemplo extremo, do técnico estudando Administração também ou do Administrador fazendo também um curso de Eletrônica para então montarem e administrarem sozinhos o próprio negócio! Muitos projetos morrem pela indisposição das pessoas de persistirem na idéia de buscarem parceiros habilidosos e competentes para dividirem responsabilidades e, assim, tornarem viáveis um negócio;

3) acúmulo de conhecimentos pelo próprio exercício do ofício. As pessoas passam a ter necessidade de saber mais. Vivemos na era do conhecimento.

c)   Produzem um efeito Sinérgico

O princípio básico da sinergia é que o resultado do todo é melhor do que o produzido pela soma das partes. Para ficar mais claro, vejamos um exemplo:
Uma distribuidora de sorvetes já tem definida uma estrutura de distribuição de seus produtos com infraestrutura e pontos de venda. Consideremos agora que um produtor de polpa de frutas, entrando no mesmo mercado, precise estruturar toda a logística de distribuição do seu produto. Se cada empresa cuidar da sua distribuição, as duas “terão”, em tese, a mesma despesa de comercialização para dois produtos diferentes. Pergunto:
- se os dois se associarem e utilizarem a mesma rede de distribuição, não produzirão um resultado melhor do que cada um, independentemente?
        
d)   Preservam o conhecimento

Quando as pessoas se organizam, se socializam, aí, ocorre a difusão do conhecimento. Pessoas diferentes, com diferentes habilidades e técnicas só trocam conhecimento se estiverem organizadas de alguma forma. Essa troca de experiências passa de geração para geração, ultrapassa barreiras sociais, políticas e culturais, repetindo-se o ciclo da difusão do conhecimento; com isso, ocorre a sua preservação. Os museus e as editoras de livros são exemplos de organizações que têm contribuído de forma incomensurável para a preservação do conhecimento.

Fica aqui mais uma contribuição ... tem mais. Abraços.



[1] Ver o Post “ORGANIZAÇÕES”

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